quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Amor estranho amor

Por: Mônica Comenale


Quando um novo amor nasce, vem chegando de mansinho, nos envolvendo aos poucos e sem cerimônia, renovando e preenchendo os vazios. O rosto se ilumina, o sorriso se torna solto, um brilho invade o olhar e leve se torna o espírito, na esperança que devolve a velha coragem de acreditar. Desfrutar deste estado de graça, é o mesmo que receber um belo presente, mantê-lo é o desafio, caso contrário, é como se o furtassem. Como se as cortinas se fechassem, antes do show terminar...
E a jornada continua..., de volta à velha estrada, em cada passo, apenas as próprias pegadas. Um momento de se encontrar, refletir e aprender com o que passou. Avaliar os erros e acertos, permitir o autoconhecimento, tempo para se descobrir e respeitar-se, apreciar a própria companhia, enquanto um novo amor não vem.
A vida interior reflete no exterior, quem não sabe se relacionar consigo mesmo, não saberá se relacionar com quem ama. Nem sempre é possível estar inteiro quando se encontra a outra metade, ainda mais se o acaso nos surpreende, e sem pensar embarcamos noutra viagem. Estar atento ajuda a lembrar que ninguém é perfeito, que respeito mútuo é necessário, que uma boa conversa esclarece, que ceder também é saber, que amizade se torna parceria e a conquista não é um jogo ganho, mas um exercício diário.
Para o amor acontecer, não existe idade, dia, hora ou lugar. Os tempos mudaram e a tecnologia passou a ser uma ferramenta na busca do relacionamento compatível. O amor virtual se tornou mais uma alternativa. Quando ele é verdadeiro o caminho se faz inverso, revela o interior antes do exterior. Regado por palavras estimula a imaginação, atravessa fronteiras e oceanos, ameniza a solidão, resiste ao tempo. Com um pouco de sorte e muita cautela, pode-se encontrar alguém ideal que passe para o mundo real.
Ouça seu coração, onde está a sabedoria intuitiva, ele sabe o que precisa e lhe dará sinais, depende de você aprender ouvi-lo, especialmente quando o destino lhe ajudar encontrar ou mesmo reencontrar, alguém interessante. Aproveite a chance, enquanto durar... !


 
 
 
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Elisa Toneto


Elisa Toneto. Minha primeira leitora do Enquanto as Hélices Giravam..., tornou-se querida minha amiga e incentivadora. Ela não poderia faltar aqui !





 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Linha do Horizonte

 Por: Mônica Comenale                                             

A jornada pessoal, se reinicia a cada manhã. A estrada, poderá seduzir ou desafiar, não importa onde estejas, terás que caminha-la. O primeiro passo pode ser tímido e trêmulo, mas será o início de uma sequência que virá. Sorrir a cada centímetro e não olhar para trás, impulsiona ir em frente.
No silêncio do percurso, apenas tua voz interior, um encontro se revela, entre a saudade do que foi percorrido e do que ainda será. As escolhas determinam a direção, mas para manter o rumo, não basta determinação, tem que ter coragem, aprender arriscar e ousar. O desafio é contínuo, pedras surgem para diminuir o ritmo e acertar o passo, removê-las dependerá do tamanho, mas contorná-las é possível para prosseguir.
Há momentos em que a paisagem nos retém e sem perceber, paramos para contemplá-la. Não nos damos conta que o tempo passou, ou será que fomos nós quem passamos por ele? Não importa, parar nem sempre é desistir, e sim uma pausa para tomar folêgo, antes de seguir.
Durante a travessia, ainda que o terreno em que pisas seja instável, que tua bagagem pese e o suor te tome a face, mantenhas o olhar na linha do horizonte, longe só existe quando não se quer ir além.
Que venha o sol árduo, o vento forte, o frio ou a chuva gelada. Confia em ti. Ainda que todos duvidem, que tua mente e músculos estejam exauridos, que nada mais te reste, a não ser a vontade que te diz, resiste!
Serás então, dono do teu caminho! Não irás segui-lo, mas o conduzirás... .