quarta-feira, 28 de outubro de 2015
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Meu conto infantil
Minha Bela
Por: Mônica Comenale.
Numa tarde de verão, que se perdeu no tempo,
eu a vi ainda jovem entrar na sala. Fiquei quieto no meu canto, apenas
admirá-la. A jovem moça sentou-se diante da mesa, com seu sorriso de menina. Imóvel
eu resistia aos aromas das delícias que vinham do chá da tarde: bolo de fubá,
queijo de Minas, biscoitos de nata, broa de milho, torradas com manteiga, café,
doce de laranja, geleia de morango, tudo sobre a impecável toalha branca de
renda. O sol sem cerimônia alegrava o ambiente, ao atravessar a janela exibindo
seus raios dourados, que pousavam sobre a mesa.
Quando me lembro daqueles dias, meu monótono
presente se ilumina. A casa aconchegante em que ainda vivo, era movimentada e
cheia de cores. Todos os dias eu esperava no mesmo lugar, por minha bela, que
retinha o meu olhar a cada gesto, como o simples ajeitar de seus longos cabelos,
ao sentar-se na mesa.
Salomão, gato presunçoso, sempre surgia
desinibido para o chá da tarde. Saltava sobre uma das cadeiras, insinuando seu
apetite, com reviravoltas, depois se aconchegava no colo dela, sem pedir
licença. Provocava-me com o seu olhar impertinente. Imóvel, eu segurava o meu
ciúme enquanto ele era afagado entre seus fartos pêlos branco, pelas mãos
delicadas de minha bela. Gato astuto descobriu minha paixão, insolente se
deliciava a implicar comigo, ameaçando-me por revelar meu precioso segredo. Não
era apenas Salomão quem me incomodava, mas também os jovens educados e elegantes
que surgiam abrindo por ela, seus corações, diante de mim. Tantas vezes eu os
vi, tentando conquistá-la com flores, bombons, versos, na minha presença.
Preso, eu era obrigado a suportá-los. Como eles eram diferentes de mim! Por
isso, ela mal me notava, mas eu a amava, mesmo assim. Contentava-me ao sentir
seu breve olhar sobre mim, todas as tardes.
Lembro-me do dia chuvoso, em que eu podia
pressentir meu desgosto, Salomão com o seu sorriso malicioso, contou-me que
minha bela tornara-se noiva. A notícia quebrou-me. Durante muito tempo parei,
tomado de tristeza. Vieram ver-me de perto, tentaram reanimar-me, para que eu
voltasse a trabalhar. Fiquei desolado, com os meus sentimentos ignorados,
rendi-me ao desanimo. Deixaram de se importar comigo e eu fiquei ainda mais
deprimido. Desprezado por todos, permaneci parado como forma de protesto.
O dia do casamento chegou. Quase não resisti
quando a vi partir da casa onde vivíamos. A casa parecia ter perdido a vida,
tudo ficara tão quieto com a ausência dela. Apático, passei pelos anos.
Detestei o gosto amargo da saudade. Se ao menos ela tivesse me levado para viver em sua
casa... . Como gratidão, passaria por cada segundo de sua vida, trabalhando com
amor, apenas para ela. Senti-me abandonado. Com tédio, continuei em silêncio a
presenciar todos os dias o chá da tarde. Eu mantinha a esperança em revê-la
como antes, sentando-se diante da mesa com os demais. Esperei-a por tantas
tardes... . Desejei voltar às horas, apenas para reencontrá-la por um minuto, no
passado.
Numa manhã fria, resolveram que eu precisava
de companhia. Creio que depois de tanto tempo, perceberam a minha solidão.
Sobre a escrivaninha no canto da sala, colocaram um aquário com um lindo
peixinho azul. Como não lhe deram um nome, eu o chamava de Zul. Ficamos amigos. Atento, eu o
observava, a cada peripécia aquática. O franzino Zul libertou-me da fatigante
monotonia, distraindo-me como ninguém. Durante a noite, depois que todos se
recolhiam para dormir, eu e Zul conversávamos. Ele também sofria por amor.
Contou-me que certo dia fora separado de sua amada, uma peixinha dourada, por
uma rede que atravessou o tanque. O apanharam de surpresa junto com seus
amigos, depois o venderam para a loja onde mais tarde, o compraram trazendo-o
para casa. Eu fingia não notar, mas muitas vezes o vi chorar por sua amada, no
canto do aquário. Triste, às vezes ele se escondia atrás de uma alga marinha,
por horas. Eu tentava ajudar Zul como podia, mas faltava-me palavras para
consolá-lo.
Salomão percebeu nossa amizade. Ciumento,
tramou afastar-nos. Um dia depois do almoço, com a casa quieta, cochilei
despreocupado. Não demorou muito e fui acordado. Salomão arrogante, invadiu a
sala com seus sonoros miados. Impiedoso, ele subiu na cadeira, logo depois
pulou sobre a escrivaninha e por lá ficou a encarar, Zul. Equilibrando-se, levantou
uma pata, ameaçando puxar meu amigo do fundo d’água. Agoniado eu tentei
expulsá-lo da sala, mas atrevido, ele insultava-me com o seu olhar, a cada
investida diante do aquário. Tentei afugentá-lo gritando o quanto pude, ao
vê-lo cada vez mais próximo do meu pequeno amigo, que nadava desnorteado em seu
desespero. Quanto mais eu esperneava, mais Salomão me ignorava. Em pânico eu o
vi enfiar sua cara na água tentando engolir Zul. Ah, se meu amigo não fosse tão
ágil em seus mergulhos... . Eu precisava impedir Salomão, antes que ele
conseguisse matar, Zul. Não podia mais continuar parado, com dificuldade, comecei mexer-me.
Eu estalava a cada gesto que fazia, minhas juntas doíam, deviam estar
enferrujadas. Zul lutava aflito para continuar vivo, eu queria ajudá-lo. Sem
desistir, esforcei-me o quanto pude, consegui desemperrar e libertar meus
movimentos, quando ouvi a porta se abrir. Salomão assustou-se arrepiando seus
pêlos, ao perceber que alguém se aproximava. Ligeiro, alcançou o parapeito da
janela, virou para olhar-me antes de saltar entre os arbustos do jardim.
Respirei aliviado, mas indignado com aquele gato malvado. Zul cansado foi
restabelecer-se entre umas plantinhas.
Eu não podia acreditar em meus olhos ou
simplesmente conter o disparo de meu coração. Minha bela era quem acabara de
entrar, sentando-se diante da mesa. Quieta, percorreu com o seu olhar cada
centímetro da sala, como se estivesse relembrando. Seus cabelos tornaram-se
curtos, e seus lábios guardavam o sorriso fácil que costumava pousar em seu
rosto. Ela estava tão perto de mim agora, que eu podia sentir seu perfume vindo
pela agradável brisa da janela. Embora anos tivessem passado, desde a última
vez que a vi, notei que algo a abatia, pareceu-me preocupada.
Eu a conhecia o suficiente para saber o
quanto estava triste. Com a presença dela, animei-me a trabalhar depois de
tanto tempo parado. Enquanto preparava-me para recomeçar meu ofício, pensei que
a vi nascer, crescer, desabrochar, casar. Agora a vejo exibir seus primeiros fios
de cabelos brancos. Ela ainda era a mesma, estava um pouco parada, assim como
eu, que fiquei durante anos imóvel. Senti com alegria minhas engrenagens
voltarem a funcionar,
sem que eu planejasse, meu tempo de recomeçar chegara. Meus ruídos
fizeram-na sorrir, quando descobri a saudade dela por mim. Comecei a trabalhar,
marcando o tempo e dizendo: Tic-tac, tic-tac, tic-tac, como sempre diz qualquer
relógio apaixonado.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Vero
O pior tipo de estranho é aquele que um dia você conheceu...
domingo, 25 de outubro de 2015
sábado, 24 de outubro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Meu conto infantil
Por: Mônica Comenale
A Valsa
Numa
pequena cidade escondida no alto das montanhas, a lua cheia iluminava ruas
sinuosas e estreitas. Sapos e grilos limpavam suas gargantas para começarem
mais uma noite de sinfonia. Corujas inquietas ocupavam os galhos das árvores,
morcegos voavam sobre os telhados das casas. Anim um pequeno vaga-lume, pousou
no parapeito da janela de uma bela casa, para tomar fôlego depois de mais um de
seus longos vôos. Ele respirou fundo, alongou suas patas e esticou ainda mais
suas delicadas antenas, depois sem cerimônia espiou ao que se passava através
do vidro. Seus olhinhos curiosos brilharam ao deparar-se com a ampla e
requintada sala, decorada com o requinte próprio de uma família abastada. Anim
ficou fascinado pelo grande lustre com coloridas pedras preciosas, que pendia
do teto sobre a mesa de jantar. Não havia ninguém naquele recinto, surgiu-lhe a
idéia de voar dentro da sala, ele desejou ver mais de perto o lustre, logo
começou a procurar uma fresta entre a janela por onde pudesse passar, quando
ouviu:
__Estão todos dormindo! Ouviram? Estão todos
dormindo! Vamos, saiam logo! Precisamos treinar a valsa, faltam apenas dois
dias para o baile de sábado à noite! –Gritou Tininha à irrequieta formiga,
enquanto andava de um lado para o outro-.
Do alto da estante de livros
deslizou por um fino fio de teia, Criselda a aranha, que bocejou calmamente,
depois resmungou:
__Que tédio..., tenho que passar o dia, me
escondendo nos cantos da casa!
Por debaixo da porta passou
Nico, um ratinho cinza, que logo começou a correr desnorteado por todos os
lados da sala.
__Nico! Pare de correr, ninguém está atrás
de você! –Gritou espantada, Tininha-.
Criselda
pulou da estante, ligeiramente escalou a mesa de jantar, sobre ela passou a
correr de um lado para o outro, tentando observar o que se passava com Nico.
__Pare Nico! Pare de correr como louco, vai
acabar se machucando! –Brava gritou novamente, Tininha-.
Nico ofegante parou diante de
Tininha, que logo lhe censurou:
__Acalme-se, Nico! Parece doido, correndo
para todos os lados... .
__Oh, que lastima... ! Coitadinha, que
triste fim... . Que triste fim, coitadinha... .
Lágrimas começaram a escorrer
dos pequenos olhos de Nico, eram tantas que pingavam no chão.
__O que aconteceu, Nico? –Perguntou aflita,
Tininha-.
__Coitadinha..., ela não teve tempo..., foi
pega de surpresa... . –Respondeu Nico, sem poder conter seu próprio choro-.
__Quem Nico? Quem? –Berrou Tininha, o quanto
pode-.
__Dona Brilda! –Respondeu tristemente,
Nico-.
__Dona Brilda? Ela foi capturada, Nico? –Perguntou
Criselda do alto da mesa-.
__Não, Criselda. Dona Brilda acaba de ser
morta, foi espatifada no chão da cozinha por certeiras chineladas, pela nova
cozinheira que foi contratada.
__Oh, que terrível morte a de Dona Brilda!
__Horrível! Nenhuma barata deveria morrer
como Dona Brilda. Está casa não será mais a mesma sem ela, minha amiga, minha
confidente, minha querida Dona Brilda!
__Dona Brilda..., tão amiga, uma grande
dançarina. –Lembrou-se Tininha, com pesar-.
__Eu vou até a cozinha, talvez Dona Brida
ainda esteja viva... .
__Não Criselda, a cozinheira ainda deve
estar por lá, pode ser perigoso. Eu tenho certeza que ela morreu.
__Quem morreu? –Perguntou o senhor Cromácio,
após surgir veloz por debaixo da porta-.
O silêncio invadiu a sala, o que fez
com que o senhor Cromácio voltasse a perguntar:
__Quem morreu?
Novamente
não houve resposta. Impaciente, senhor Cromácio encarou Tininha perguntando:
__Onde está a minha esposa?
__Na cozinha! –Ao final da frase, Tininha
começou a chorar-.
__Vou até ela. –Respondeu intrigado, senhor
Cromácio-.
__Não! –Gritou Criselda-
__Por que não? O que está acontecendo aqui?
__Uma tragédia! –Disse Nico, inconformado-
Espantado,
senhor Cromácio olhou em direção a fresta da porta e preparou-se para correr
rumo à cozinha, mas foi impedido por todos, ao perceberem sua intenção.
__Saiam da minha frente! –Esbravejou, senhor
Cromácio-.
__Acalme-se. Nico precisa lhe contar algo. –Disse
Criselda-.
__Eu? Eu não, eu não! –Disse Nico-.
__Você é um rato! Um grande roedor, coragem!
O senhor Cromácio precisa saber o que houve com Dona Brilda. –Falou Criselda-.
__Onde está a minha adorada esposa?
Brilda... .
Nico
aproximou-se do senhor Cromácio, e com novas lágrimas em seus olhos contou-lhe
tudo o que viu na cozinha.
__Oh, minha Brilda. Porque a deixei sozinha,
para vasculhar os bueiros da cidade. Se ao menos eu estivesse ao seu lado, a
maldosa cozinheira não a teria matado... . Minha pobre Brilda, estraçalhada no
chão da cozinha... . Tornei-me um triste viúvo está noite!
Pelo
buraco da fechadura surgiu voando Sisquinha, uma pequena mosca que tocava seu
sonoro zumbido na orquestra do baile.
__Boa noite! Peço desculpas a todos, por meu
atraso. –Cumprimentou-os, batendo suas asinhas com seu sorriso simpático,
depois de pousar sobre o candelabro da mesa-.
Sisquinha
logo percebeu que seus amigos choravam preocupada perguntou:
__O baile foi cancelado? Por isso vocês
estão chorando?
__Não, choramos por Dona Brilda! –Respondeu
Criselda, da quina da mesa-.
__Dona Brilda? Ficou doente?
__Não, está morta! Minha querida esposa...,
coitadinha, se foi para sempre nesta noite. –Lamentou-se, senhor Cromácio-.
__Temos que remover Dona Brilda da cozinha.
Ela não pode ficar espatifada naquele chão frio. –Disse Tininha,
energicamente-.
__Passei pela cozinha agora a pouco, acabo
de fazer um lanchinho. Dona Brilda não estava lá.
__Não estava, Sisquinha? –Perguntou Nico-.
__Não!
__Talvez ela ainda esteja viva! –Disse o senhor
Cromácio, enxugando suas lágrimas-.
Nico
aproximou-se do senhor Cromácio, tocou seu ombro, e falou olhando diretamente
nos olhos dele:
__Sinto muito, mas tenho certeza que foi
Dona Brilda que a cozinheira matou.
Amargurado,
senhor Cromácio foi para o canto da sala, Tininha entristecida, seguiu-o
tentando confortá-lo. O silêncio pairou na sala. Nico fechou seus olhos,
começou a relembrar às vezes em que viu Dona Brilda dançar a valsa. Ela
rodopiava alegre pelo salão, a passos leves.
__Que grande valsista, foi está barata!
–Suspirou Nico, entretido em suas lembranças-.
Sisquinha aproximou-se de
Criselda e cochichou:
__Acabei de ter uma idéia! Quer ouvi-la?
__Agora não, Sisquinha! Eu resolvi ir ao
quarto da cozinheira. Ela nunca mais matará uma de minhas amigas! Nesta noite,
aquela mulher cruel sentirá todo o meu veneno!
__Criselda, espere! Ouça primeiro a minha
idéia.
__Diga logo, porque estou com pressa... .
__Podemos tentar trazer Dona Brilda de
volta.
Senhor
Cromácio levantou sua cabeça, olhou para Tininha espantado e perguntou:
__Você ouviu o que ela disse?
Tininha
correu em direção a mesa, depois perguntou:
__Vocês duas aí em cima, sobre o que estão
falando?
__Eu tive uma idéia, podemos tentar trazer
Dona Brilda de volta. –Respondeu Sisquinha, voando para perto de Nico-.
__Como? –Perguntou ansioso, senhor Cromácio-.
__Vamos voltar o tempo. Está é a única forma
de Dona Brilda não entrar na cozinha!
__Boa idéia, Sisquinha! –Sorriu, senhor
Cromácio-.
__Porque não pensei nisto antes! –Resmungou
Tininha-.
__Vamos voltar o tempo! –Gritou animado,
Nico-.
__Brilhante idéia, Sisquinha. -Disse
Criselda, descendo da mesa-.
Todos entre olharam-se em
silêncio. Impaciente, Tininha respirou fundo e perguntou a Sisquinha:
__Você pode nos explicar como vamos fazer o
tempo voltar?
Sisquinha
voou até o relógio de pêndulo, pendurado no alto da estante de livros e falou:
__É simples, vamos voltar os ponteiros deste
relógio!
__Vamos, gritou senhor Cromácio para todos!
Não temos mais tempo a perder!
Criselda
atirou uma teia no relógio, como ponte. Tininha agarrou-se nas costas de Nico, senhor
Cromácio resolveu segui-los, enquanto preparavam-se para escalar a estante de
livros, ouviram algumas tossidas: Do fundo da sala havia saltado por uma fresta
no assoalho, a pulga Neca. Rapidamente ela limpou a poeira de seu rosto e
ajeitou seu laço rosa, no alto da cabeça.
__Boa noite! Eu também gostaria de
ajudá-los.
__Não, gritou Criselda! Você foi expulsa do
último baile, por dançar girando para o lado esquerdo, enquanto todos nós
girávamos para o lado direito.
__Quieta Criselda! Todos que quiserem trazer
Brilda de volta, serão bem vindos. -Ralhou, senhor Cromácio-.
Neca
sorriu e começou a alongar os músculos de suas pernas, preparando-se para o seu
melhor salto, rumo ao relógio. Tininha segurou-se forte nos pêlos de Nico,
olhou para os seus amigos e comandou:
__Vamos, o tempo está passando!
Antes
que começassem a escalar a estante de livros, ouviram um forte estrondo que os
emudeceu. Uma grave voz começou a falar-lhes:
__Nem pensem em tocar nos meus ponteiros!
Pensavam que eu não podia ouvi-los daqui de cima? Se chegarem perto de mim, vou
atirar todos os meus parafusos em você! –Ameaçou o relógio de pêndulos-.
Com
lagrimas nos olhos, senhor Cromácio ajoelhou-se e implorou:
__Por favor, tudo o que eu lhe peço é que
retorne poucas horas. Está é a única forma de voltar ao passado e impedir que
minha esposa entre na cozinha.
__Eu não quero voltar ao passado!
–Irritou-se, o relógio-.
__Relógio, egoísta! Gritou Tininha, com os
punhos fechados-.
__Eu vou aí em cima, torcer os seus
ponteiros e puxar seus pêndulos. –Berrou, Nico-
__Venha, rato orelhudo!
__Não fale assim com Nico, relógio
arrogante. –Irritou-se, Criselda-.
__Parem de brigar!
Todos
entre olharam-se.
__De onde vem está voz? –Perguntou
Sisquinha-.
__Aqui, do lado de fora. –Respondeu Anim,
batendo no vidro-.
Curiosos,
eles correram para a janela encarando Anim, que se assustou com tantos olhares
sobre ele.
__O que você faz aí fora? –Perguntou Neca, franzindo
as sobrancelhas, com as mãos na cintura-.
Uma
gota de chuva caiu na frente de Anim, nela ele viu a imagem de Dona Brilda. Com
um sorriso, ela lhe passou uma rápida mensagem.
__Trago um recado de Dona Brilda.
__Ela morreu! –Falou, senhor Cromácio-.
__Não! Ela está dançando a valsa entre as
estrelas. Elas piscam quando Dona Brilda passa por elas, vejam!
Todos
olharam para o céu e sorriram... . Anim ascendeu sua luz e voou.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
terça-feira, 20 de outubro de 2015
O céu está em festa.
20/10
Saudades eterna..., do meu pai querido.
Estaremos hoje com você, em nossos corações.
Meu melhor amigo, orgulho e referência de vida.
domingo, 18 de outubro de 2015
sábado, 17 de outubro de 2015
domingo, 11 de outubro de 2015
domingo, 4 de outubro de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)











